terça-feira, 29 de setembro de 2009

Duas ou três coisas que eu amo sobre os Beatles

Ok que é meio óbvio falar bem dos Beatles, mas depois que comprei o remaster do Abbey Road pro Fabinho voltei a me apaixonar por eles e pareceu inevitável ressuscitar o blog com isso.

Nessa última semana voltamos à beatlemania lá em casa. Estamos assistindo de novo todos os episódios do Anthology, além dos minidocs e tudo mais disponível no youtube, ouvindo os remasters, lendo as notas técnicas daquela enciclopediazinha, matéria da Rolling Stone, etc, etc.

Julinha também já é completamente fã como deu pra ver aqui.

Aí hoje de manhã me peguei pensando: Por que que esses porras são tão apaixonantes, hein?

Claro que não foi nada difícil elencar uma lista de motivos. E antes que apareça um beatlemaníaco dizendo tudo que eu esqueci, queria dizer que esses SÃO OS MEUS MOTIVOS, tá?

1) Melodias fofas e fáceis. Por que será que as crianças adoram, né?

2) Letras lindas sobre todos os assuntos do mundo. Diga aí um assunto. Eles tem uma musica sobre. Pode procurar.

3) O Paul McCartney. Tem o que explicar? Músico foda, lindo, rico e fundamentalmente: baixista.

4) John&Yoko. Sou fã. Adoro a história deles. Adoro o fato dela ser uma oriental doidona e não uma loirinha oportunista qualquer. Sei exatamente o que é aquela vontade de estar junto em todos os lugares simplesmente porque não há nenhum motivo para estar separado. E sem essa de que foi ela quem acabou com a banda.

5) A incrível evolução musical da banda. Pra mim foi um susto quando me dei conta de que eles eram muito mais que o iêiêiê que a minha mãe cantava em casa nas versões de Renato e seus Bluecaps. Thanx, Babe! ;)


segunda-feira, 14 de setembro de 2009

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

O macaco e a essência

Esse é o nome do livro que comecei a ler essa semana. O autor é Aldous Huxley, aquele conhecido pelas 'Portas da Percepção'.

Foi escrito em 1948 e, inspirado pelo terror pós bomba, visualiza um futuro deplorável para a humanidade. Não por acaso esse também é o ano do clássico '1984', de George Orwell.

A história se passa no Século XXII e o mundo foi completamente devastado pela Terceira Guerra Mundial que, por conta dos avanços tecnológicos, só durou 3 dias.

Bom, não terminei de ler o livro, nem contaria o resto da história se tivesse terminado. Mas o que mais me assusta é a imaginação visionária de uma nova geração que regride intelectuamente e atribui a devastação e os efeitos radioativos à Satanás, o próprio. A nova humanidade é satanista. Teme e ouva a Satã. A ordem se estabelece a partir do medo da fúria do capeta.

É uma história desconcertante. Serve como alegoria pra muita coisa que a gente vê nessa vida. A ignorância gera medo e o medo cria forças poderosas pra se justificar. A manutenção do medo é uma forma de poder.

Bem aventurados os bem informados, pois a burrice poderá nos destruir.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Ferraro Trio

www.myspace.com/ferrarotrio

Somzão!
Estava mesmo faltando uma novidade, para além do óbvio.
Fica aí minha dica.
Eu não perco o próximo show.


terça-feira, 21 de julho de 2009

Mais de um mês depois...

e a vida dá mais um reviravolta.

de fato, a gente não tem controle... e é interessante perceber como os sinais começam a piscar pra te indicar o caminho a seguir. deixo a vida acadêmica de lado, temporariamente (eu espero), bem na hora que o que costumava ser minha principal motivação, os alunos e as aulas, insistem em não querer valer a pena.

meu principal esforço atualmente é detectar quem é mesmo meu amigo e ligar o foda-se pra quem me trata mal ou me despreza.

pergunto-me: são meus desafios profissionais que sempre são enormes ou sou quem os supervaloriza?

tenho tido uma sensação bem parecida com a que tive depois que julinha nasceu: pânico geral por medo de não dar conta.

será mesmo que é melhor assim? quem sofre menos: quem não se joga por medo ou quem se joga com medo?

outro dia, vi na televisão um professor de filosofia tentando explicar o medo. gostei da racionalização. acaba com esse sentimento cristão que é a "culpa".

fico com os existencialistas e com a luta contra o nada.

sábado, 13 de junho de 2009

black hearted

(Re)Descobri entre meus livros o do Tarkovski, 'Esculpir o tempo'. Infelizmente tarde demais para usá-lo pro tal concurso que me atormentava. Talvez nem fizesse diferença.

Mas, algumas páginas adiante, e lá estava algo definitivo:

"A idéia do infinito não pode ser expressada por palavras ou mesmo descrita, mas pode ser apreendida através da arte que torna o infinito tangível".

O infinito tangível... sempre achei interessante o paradoxo de serem as ciências "exatas" que considerassem com tranquilidade a existência de um universo "infinito".
Tão inexato isso.
E pra piorar minha vida (ou a deles), só as artes conseguem dar a dimensão tangível dessa concepção.

Nesse texto, Tarkovski está tentando explicar o que ele entende que seja a função da arte.
E logo no terceiro parágrafo já está lá, pra me fazer sentir menos sozinha neste mundo:

"De qualquer modo, fica perfeitamente claro que o objetivo de toda arte (...) é explicar ao próprio artista, e aos que o cercam, para que vive o homem e qual o significado de sua existência."

Catarse.

Começou a passar um clipe na minha cabeça com tudo que já pode ter me ajudado a entender minha existência nesse mundo. Aff, difícil.
Não é taaanta coisa assim. Mas tem um bocadinho.
Os filmes do Bergman e do Antonioni, por exemplo, sempre parecem caber em mim feito um espírito que incorpora.

Digo o mesmo pra PJ Harvey. A música e a voz dela me tocam profundamente.

Resolvi deixar aí de presente o clipe novo dela, do disco mais recente em parceria com John Parish. Não consigo parar de ouvir.

My love is black hearted.