domingo, 8 de março de 2009

Who watches the watchmen?

Esse post está atrasadíssimo.

Assisti Watchmen no ultimo sábado numa sessão privilegiada, começando meia noite, quase ninguém na sala, todo mundo caladinho, comportado.

Não podia ter sido melhor. Acordei no outro dia ainda na vibe do filme. Mesmo com tudo que fica de fora, as duas horas e quarenta passam voando e em vários momentos eu literalmente vi a HQ tornada real, quadro a quadro, ali na minha frente.

Me arrepiava toda. É um filme para os fãs, sem dúvida.

Assim que acabou, a primeira constatação que tive foi a de que, de fato, Watchmen nunca foi uma obra superestimada. É um puta argumento, uma obra-prima, e uma pena não ter o nome do gênio-marginal Allan Moore figurando nos créditos do roteiro. Ele merecia. Incrível tudo aquilo sair da cabeça de uma pessoa só.

É muito bom o elenco não contar com nenhuma superestrela hollywoodiana. Os personagens ganham força com isso. Rorscharch e o Comediante estão simplesmente perfeitos como principais representantes da derrocada do modelo de super-heróis como fontes de virtudes inabaláveis -argumento que colocou Watchmen na vanguarda das Graphic Novels do gênero na época.

A trilha sonora é cheia de surpresinhas: Hendrix, Dylan, Leonard Cohen... nada mal mesmo.

A fotografia obedece disciplinadamente a paleta de cores da obra original. Uma coloração sépia predomina, representação de um mundo em crise. A sequencia do exílio de Jon em Marte é não só plasticamente bela como quase verossímil.

O contexto da guerra fria, que na HQ é só pano de fundo, ganha explicações quase didáticas. Compreensível, passado todo esse tempo. Com esse turbilhão de informação que circula do dia para a noite, os anos oitenta já não ficaram logo ali na esquina. Ainda bem.

O ator que faz Rorscharch quase me faz acreditar que tudo aquilo foi real. Definitivamente acertei na tatuagem. ;)

Enfim, acho que o mais importante desta adaptação é que não há desvios dramáticos radicais no roteiro. As supressões de conteúdo me parecem necessárias. Até porque se fosse possível fazer um filme tão intertextual quanto essa HQ talvez ele precisasse durar umas cinco horas. Então eu aceito a estratégia de marketing de incluir os 'Contos do cargueiro negro' nos extras do DVD. Não vejo a hora, aliás.


Mas... me digam vocês aqui uma coisa: quem vigia os vigilantes?
ou será que a pergunta é: quem assiste Watchmen?

domingo, 1 de março de 2009

Campanha 'Devolvam os livros da Má' - Colabore!

Cheguei à conclusão que de má não tenho nada. Sou muito boazinha. E lerdona também. Quando via alguém com aquele olho de cachorro pidão em cima de um livro ou de um filme meu coração se derretia e eu nunca soube dar um não. Costumo (ou costumava?) dizer que conhecimento não pode ter dono, precisa ser compartilhado. Emprestava sem nem memorizar a cara do sujeito, imagina tomar nota do nome da pessoa e do livro.

Lindo, romântico.

Mas recentemente me assustei por ter me dado conta da quantidade de livros e alguns filmes (CDs eu não fui olhar, ai!) que já perdi nesse bom-samaritanismo. Alguns desses livros eu estou precisando muito neste exato momento. Comecei a campanha por msn, aí lembrei de uns que estavam com uma amiga e fui lá buscar toda feliz achando que os outros estariam com ela também. Nada.

Então resolvi trazer a campanha pra cá pra ver se surte algum efeito. Dessa vez vou pegar mais leve pra não assustar. Então ó:

Se algum desses livros listados abaixo estiver com você e for meu, por favor não fique constrangido em me devolver. Não precisa inventar nenhuma desculpa, nem pedir desculpas. Basta dar sinal de vida. Algo do tipo "Má, está comigo!" e a gente se acerta, ok?
MAS POR FAVOR DEVOLVAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA. (hehehe, ok, brincadeira)

1) PRAXIS DO CINEMA - NOEL BURCH
2) ENSAIO SOBRE A ANÁLISE FÍLMICA - FRANCIS VANOYE, ANNE GOLIOT-LÉTÉ
3) REBECCA - HITCHCOCK (ESSE É O FILME)
4) CINEMA: ARTE E INDUSTRIA - ANATOL ROSENFELD

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

domingo, 25 de janeiro de 2009

Primeira ‘Sessão Notívagos’ – 24/01/09



Quase inacreditável. Pleno sábado de Pré-caju, uma sessão à meia-noite no Cinemark do Shopping Jardins, exibe ‘Repulsa ao sexo’, do polêmico Polanski – da tal “trilogia do apartamento”, Adelvan me lembraria mais tarde – isso enquanto a maioria da juventude sergipana se jogava sem nenhuma repulsa àquelas dancinhas
bestiais seguindo trios elétricos a apenas alguns metros de distância dali.

Mais ainda: na entrada e na saída para o filme, a banda de blues/folk/rock e etc mais badalada do momento, The Baggios , se apresenta no saguão do multiplex!! (Siiiiiiiiiimm, isso mesmo. Banda de rock dentro do cinema, dentro do shopping. U-hú!)



Foi assim a primeira ‘Sessão Notívagos’, que promete acontecer todo último sábado do mês, sempre com um filme ‘cult’ sendo escolhido pela galera na comunidade do orkut junto a uma intervenção artística – que pode ser uma banda, ou um artista plástico, ou uma peça teatral, um espetáculo de dança... enfim, “uma perspectiva transversal”, como dizia no email que recebi.

E olha que eu quase passo batido nessa aí. Tô eu aqui odiando mortalmente o Pré-Caju, decido abrir um email que nunca checo e é então que descubro esse evento quase inacreditável pra dali há uma hora. Ligo pra Adelvan e ele me tira as esperanças, pois os ingressos só seriam vendidos antecipadamente.
UM MINUTO antes do filme começar ele me liga dizendo pra eu ir que o negócio tá rolando. Lá vou eu pensando: “Bah! Deve ter só uma meia dúzia de maluco.” Hum! Chego lá e quase não entro porque venderam TODOS os 250 ingressos. Fui salva pelo toco alheio (e fica aqui meu agradecimento ao desistente anônimo).

Bom, mas aí a gente pensa: “Que bonito isso! Juventude cult em Aracaju hein?” Huuuumm... Não vos enganeis. Pose de cult pode esconder o comportamento mais tabaréu que já se viu na vida. Sim, eu ainda me choco com pessoas dando gargalhadas e fazendo aqueles comentários juvenis pra todo mundo ouvir em um filme como esse. Além do velho hábito de se manter conversando a sessão inteira. Tem gente que merece mesmo comer capim, digaí!

Ainda assim: APLAUSOS DE PÉ A ESSA INICIATIVA.
Mas só aplausos, tá? E boquinha fechada quando o filme começar ;)




(As fotos são de Vitor Balde)

domingo, 11 de janeiro de 2009

"Tire o seu sorriso do caminho...

que eu quero passar com a minha dor."

Nelson Cavaquinho era um gênio mesmo, hein?

Me identifico. Ando desconfiada de gente feliz demais.

(...)

Recomendo imensamente esse belíssimo documentário sobre ele dirigido pelo Leon Hirszman em 1970.

Salve os amargurados.

domingo, 4 de janeiro de 2009

códigos-pós-viagem-para-esquecer-de-tudo

PJ Harvey = garota bipolar (vide Rid of me)

Meodeos = fudeu!

"Deus protege os homens safados" = Ah, a gente sempre descobre

"Vamos seguir aquele carro" = Deus protege garotas aventureiras

"Minha senha tem seu nome" = Sou muito burro mesmo!