Coisa incrível isso...
um dia você pede demissão, no outro você feliz da vida viaja pra outra cidade pra discotecar numa festa rock, no outro volta jurando que ninguém gostou mas nem aí porque pra vc foi massa, no mesmo você recebe um telefonema com uma oferta de trabalho desafiadora, hesita, mas aceita, pouco depois você já não tem tempo nem pra respirar, sua rotina deu uma reviravolta, você conhece um monte de gente nova e reencontra outras pessoas bacanas, e está feliz com isso, dois dias depois entra em crise porque abandonou a família, mais adiante descobre que pelo menos um doido gostou de uma das músicas que você botou naquela festa, no dia seguinte percebe que não deu conta de um compromisso importante, e quando pergunta a alguém do lado o mês não chegou nem na metade.
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Eu, DJ.
terça-feira, 29 de julho de 2008
sábado, 19 de julho de 2008
Faltou a lupa!
'Dois séculos de artes visuais em Sergipe' foi o nome dado a um caderninho horroroso, com uma capa desconcertante de tão feia, uma pesquisa questionável dadas algumas ausencias intrigantes no que deveria ser uma compilação audaciosa como anuncia o título.
O pior é ter na contra-capa estampando apoio de todas as esferas, municipal, estadual e federal, incluindo Petrobrás, o que normalmente significa muito dinheiro e em geral um grau de critério rigorosíssimo na aprovação de projetos dessa natureza.
No mínimo estranho, dado o rigor que se sabe existir não só com os patrocinadores envolvidos como também entre muitas pessoas desta gestão de cultura.
E, o mais incrível de tudo isso: um dicionário de ARTES VISUAIS em... PRETO E BRANCO???!!! E com o que mais interessa, as obras, em reproduções microscópicas??? Putz, faltou a lupa!
O pior é ter na contra-capa estampando apoio de todas as esferas, municipal, estadual e federal, incluindo Petrobrás, o que normalmente significa muito dinheiro e em geral um grau de critério rigorosíssimo na aprovação de projetos dessa natureza.
No mínimo estranho, dado o rigor que se sabe existir não só com os patrocinadores envolvidos como também entre muitas pessoas desta gestão de cultura.
E, o mais incrível de tudo isso: um dicionário de ARTES VISUAIS em... PRETO E BRANCO???!!! E com o que mais interessa, as obras, em reproduções microscópicas??? Putz, faltou a lupa!
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Wado / Maceió - 05 de julho - Orákulo
Dessa vez que fui a Maceió, minha terra natal, finalmente dei sorte de pegar um show do Wado. O último que vi foi em Sampa, quando eu ainda morava lá e ele, no Rio. Nada nem perto do que presenciei nesse último sábado no Orákulo. Apesar da chuva torrencial que caía na cidade a casa, uma das poucas que ainda resiste à decadencia da vida noturna do Jaraguá, estava lotadassa. Gente de todos os estilos e todas as idades. Além do Wado só haveria mais um show de uma guitar band (super)iniciante chamada Superamarelo e a discotecagem do Fernando Coelho (vulgo Coelho Jones, jornalista das antigas).
Pra se ter uma noção, perdi as quatro primeiras musicas do show porque tava na fila pra comprar as fichas para a cerveja. Isso para a cena de Maceió significa muito. Não, eu não estou subestimando o Wado. É empolgante ver que lá ele mantém forte o reconhecimento que saiu buscando Brasil afora. (E, em alguma medida, conseguiu.)
E não tinha ninguém só marcando presença não. A cada musica o coro aumentava (a maioria voz de mulher, é verdade! Minha xará deve ter um trabaaalho!). Quando o próprio Wado esqueceu a letra, a galera tava lá pra segurar a onda. A noite teve um clima mais especial ainda quando ele falou no microfone que era aniversário dele.
Esse climão foi apoiado por uma banda super profissa, como o Wado sempre fez questão de ter, dos quais eu só reconheci o batera - Peixinho, guerreiro do rock e do surf de longas datas na cena maceioense. No line-up tinha ainda percussão, teclado e synth, baixo e o Wado se arriscando numa bela jazz master de vez em quando. Capricho no cenário também, assinado pela arquiteta Nicole, figura que eu lembro da época de universidade.
No repertório, todas as melhores desde o primeiro disco. Novos arranjos para velhos hits. Aliás percebo isso em cada show do Wado, dos que pude ir. Ele consegue se revisitar o tempo inteiro com uma criatividade impressionante e uma capacidade de se adequar à situação do show, da banda, do público. Destaco a sempre revisitada 'Feto', que eu vi nascer na ingenuidade da extinta Ball e, bem como uma criança, cresce assustadoramente sob a tutela do talento criativo do Wado.
E muitas musicas novas também. Algumas não muito empolgantes como o funk (ô coisa chata!) sobre a guerra do Bush, um assuntinho já tão sem graça. (Os rapazes da platéia devem ter adorado as garotinhas balançando a bunda, inclusive com direito a bis!). Teve uma outra popzona que também não me comprou de jeito nenhum, dessa linha eletrodisco que ele adotou. Mas tem a ótima balada 'Fortalece aí' , que a gente passa uma semana cantando. O Wado tem sua discografia completa toda pra baixar aí http://www2.uol.com.br/wado/
Enfim, foi uma bela noite. Trocamos uma idéia rápida por lá - mas o assédio tava foda! - tentamos nos encontrar no outro dia, mas não deu certo e aí resolvi escrever pro blog.
Pra se ter uma noção, perdi as quatro primeiras musicas do show porque tava na fila pra comprar as fichas para a cerveja. Isso para a cena de Maceió significa muito. Não, eu não estou subestimando o Wado. É empolgante ver que lá ele mantém forte o reconhecimento que saiu buscando Brasil afora. (E, em alguma medida, conseguiu.)
E não tinha ninguém só marcando presença não. A cada musica o coro aumentava (a maioria voz de mulher, é verdade! Minha xará deve ter um trabaaalho!). Quando o próprio Wado esqueceu a letra, a galera tava lá pra segurar a onda. A noite teve um clima mais especial ainda quando ele falou no microfone que era aniversário dele.
Esse climão foi apoiado por uma banda super profissa, como o Wado sempre fez questão de ter, dos quais eu só reconheci o batera - Peixinho, guerreiro do rock e do surf de longas datas na cena maceioense. No line-up tinha ainda percussão, teclado e synth, baixo e o Wado se arriscando numa bela jazz master de vez em quando. Capricho no cenário também, assinado pela arquiteta Nicole, figura que eu lembro da época de universidade.
No repertório, todas as melhores desde o primeiro disco. Novos arranjos para velhos hits. Aliás percebo isso em cada show do Wado, dos que pude ir. Ele consegue se revisitar o tempo inteiro com uma criatividade impressionante e uma capacidade de se adequar à situação do show, da banda, do público. Destaco a sempre revisitada 'Feto', que eu vi nascer na ingenuidade da extinta Ball e, bem como uma criança, cresce assustadoramente sob a tutela do talento criativo do Wado.
E muitas musicas novas também. Algumas não muito empolgantes como o funk (ô coisa chata!) sobre a guerra do Bush, um assuntinho já tão sem graça. (Os rapazes da platéia devem ter adorado as garotinhas balançando a bunda, inclusive com direito a bis!). Teve uma outra popzona que também não me comprou de jeito nenhum, dessa linha eletrodisco que ele adotou. Mas tem a ótima balada 'Fortalece aí' , que a gente passa uma semana cantando. O Wado tem sua discografia completa toda pra baixar aí http://www2.uol.com.br/wado/
Enfim, foi uma bela noite. Trocamos uma idéia rápida por lá - mas o assédio tava foda! - tentamos nos encontrar no outro dia, mas não deu certo e aí resolvi escrever pro blog.
terça-feira, 24 de junho de 2008
Ignorancia devia doer
Ignorancia rima com arrogancia...
* Interromper a apresentação dos bacamarteiros de carmópolis porque achou que era um perigo para os filhos que estavam ali e usar de seu pretenso "poder" como Procurador de Justiça... e ainda conseguir convencer nossa despreparada polícia que também não sabe que aqueles tiros tem tão pouco alcance que sequer chegam ao chão, isso sim devia ser motivo de prisão. Devia ter uma lei que mandasse um turista desse de volta pra casa.
* Achar que só a polícia sergipana é truculenta e escrever no blog um texto com o maleducadíssimo título "brutalidade sergipana" quando você vem aqui trabalhar e está sendo super bem tratado é indelicado, reducionista e muuuiiiito suspeito pra quem é de são paulo, não é não?
* Reclamar que teve que escrever um texto sobre as festas de são joão do nordeste às pressas e sem saber muito, quando a gente está aqui vivendo isso todos os dias de nossa vida e estamos todos a postos pra ajudar é no mínimo engraçado né? E o sudeste mantém a tradição de achar que sabe de tudo mesmo quando assume que não sabe... eita lelê!
* Interromper a apresentação dos bacamarteiros de carmópolis porque achou que era um perigo para os filhos que estavam ali e usar de seu pretenso "poder" como Procurador de Justiça... e ainda conseguir convencer nossa despreparada polícia que também não sabe que aqueles tiros tem tão pouco alcance que sequer chegam ao chão, isso sim devia ser motivo de prisão. Devia ter uma lei que mandasse um turista desse de volta pra casa.
* Achar que só a polícia sergipana é truculenta e escrever no blog um texto com o maleducadíssimo título "brutalidade sergipana" quando você vem aqui trabalhar e está sendo super bem tratado é indelicado, reducionista e muuuiiiito suspeito pra quem é de são paulo, não é não?
* Reclamar que teve que escrever um texto sobre as festas de são joão do nordeste às pressas e sem saber muito, quando a gente está aqui vivendo isso todos os dias de nossa vida e estamos todos a postos pra ajudar é no mínimo engraçado né? E o sudeste mantém a tradição de achar que sabe de tudo mesmo quando assume que não sabe... eita lelê!
terça-feira, 3 de junho de 2008
Meu apocalipse individual
Quem vê realmente não diz o quanto é difícil fazer televisão.
Fácil é falar como é que as coisas deviam ser feitas, mas vai tu lá fazer.
Tem a eterna guerra do conteúdo com a técnica. Pra concretizar uma idéia simples, com o mínimo de qualidade técnica e estética, às vezes é preciso mobilizar uma estrutura monumental nem sempre disponível. E quando se tem a estrutura ainda fica-se refém da habilidade, do comprometimento e da boa-vontade de todas as pessoas envolvidas. Dezenas, muitas vezes - isso para fazer uma entrevista que vai durar dois, três minutos (no máximo!) no ar.
A angustia é que nada, absolutamente nada, em televisão dá pra fazer sozinho. Aqui no meu blog eu penso, escrevo, ponho no ar, modifico, ponho foto.... tudo só eu! Ando realizada com isso!! Em televisão não. Pra botar qualquer texto no ar, mesmo sem imagem, eu vou envolver aí, no mínimo umas cinco pessoas. Com imagem isso sobe pra umas sete. É a mais completa e enlouquecedora dependencia do mundo.
Agora pensa o que isso significa quando você está comprometido com o propósito de tentar modificar todo um conceito de conteúdo, de estética, de entendimento sobre o próprio papel de uma televisão pública. Num cotidiano que envolve pessoas das mais variadas origens, personalidades, com os gostos mais diversificados possíveis, referencias que vão do metal ao calypso a dois passos de distancia. Inclue aí uma situação de extrema precariedade de recursos materiais, técnicos e humanos. Incluiu?
Agora tenta se imaginar nesse contexto fazendo 18 dias de transmissão ao vivo (das dez da noite às três da manhã) dos festejos juninos que aqui em Sergipe tem uma dimensão próxima de carnaval da Bahia.
Imaginou?
Sou eu.
Este mês.
Fácil é falar como é que as coisas deviam ser feitas, mas vai tu lá fazer.
Tem a eterna guerra do conteúdo com a técnica. Pra concretizar uma idéia simples, com o mínimo de qualidade técnica e estética, às vezes é preciso mobilizar uma estrutura monumental nem sempre disponível. E quando se tem a estrutura ainda fica-se refém da habilidade, do comprometimento e da boa-vontade de todas as pessoas envolvidas. Dezenas, muitas vezes - isso para fazer uma entrevista que vai durar dois, três minutos (no máximo!) no ar.
A angustia é que nada, absolutamente nada, em televisão dá pra fazer sozinho. Aqui no meu blog eu penso, escrevo, ponho no ar, modifico, ponho foto.... tudo só eu! Ando realizada com isso!! Em televisão não. Pra botar qualquer texto no ar, mesmo sem imagem, eu vou envolver aí, no mínimo umas cinco pessoas. Com imagem isso sobe pra umas sete. É a mais completa e enlouquecedora dependencia do mundo.
Agora pensa o que isso significa quando você está comprometido com o propósito de tentar modificar todo um conceito de conteúdo, de estética, de entendimento sobre o próprio papel de uma televisão pública. Num cotidiano que envolve pessoas das mais variadas origens, personalidades, com os gostos mais diversificados possíveis, referencias que vão do metal ao calypso a dois passos de distancia. Inclue aí uma situação de extrema precariedade de recursos materiais, técnicos e humanos. Incluiu?
Agora tenta se imaginar nesse contexto fazendo 18 dias de transmissão ao vivo (das dez da noite às três da manhã) dos festejos juninos que aqui em Sergipe tem uma dimensão próxima de carnaval da Bahia.
Imaginou?
Sou eu.
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